MAIS VALOR A SEU DINHEIRO

Minha foto
Curitiba, Paraná, Brazil
A Informação Financeira assessora pessoas e pequenas empresas na busca de uma maior rentabilidade em seus investimentos. Conheça mais visitando nosso site em www.informacaofinanceira.com.br

2 de fev. de 2012

Dicas para economizar, consumir menos e poupar mais.

Dicas para economizar, consumir menos e poupar mais.
1.          Conheça suas receitas (ganhos) e despesas (gastos): Pode parecer brincadeira, mas poucas famílias sabem o quanto ganham e o quanto gastam dentro do mês, apenas ganham e gastam imaginando que seu dinheiro não terá fim. Por não saber desta preciosa informação passam a ter dificuldades de “chegar ao fim do mês” com seus próprios recursos e acabam, muitas vezes, se utilizando de linhas de crédito muito caras, como por exemplo, o cheque especial, disponível em quase todas as contas bancárias. A consequência do uso destes recursos se traduz em famílias endividadas, que a cada mês destinam uma maior parcela de sua renda para o pagamento de juros. Para facilitar este controle inicie por anotar, por pelo menos 3 meses, tudo que ganha e tudo que gasta no seu dia a dia, desde os menores ganhos/gastos até os maiores. Com este dado em mãos vocês conhecerão os ganhos e gastos da família;
2.          Planeje-se, elabore um orçamento familiar: Assim como nas empresas mais organizadas, devemos fazer, a cada início de ano ou data que achar mais conveniente, um orçamento familiar. Este orçamento contempla as receitas e despesas que a família está planejando ter e traz consigo uma informação muito importante que é, com base nas receitas e despesas mensais, como ficará o saldo ao final do mês. Nele devem estar todas as receitas (ganhos) que a família possui e todas as despesas (gastos) que ocorrem a cada mês. Esta informação você já tem a partir das anotações de ganhos/gastos efetuada nos meses anteriores;
3.          Analise seu orçamento: Agora que você já sabe quais são os ganhos e gastos da família, organize-os por data e agrupe as contas semelhantes de forma que se tenha uma visão total de quando o ganho ou gasto ocorre e quanto isto soma durante um mês. Vocês deverão decidir o grau de detalhamento que este controle deverá ter. De posse destas importantes informações você poderá verificar onde ocorrem gastos que podem ser diminuídos, quais os dias em que o saldo ficará negativo e qual o saldo previsto para o final do mês. Caso ocorram dias em que o saldo fique negativo, mas logo em seguida tenha uma receita para compensá-lo, vale a pena negociar com o fornecedor a troca do vencimento da despesa (ex. cartão de crédito, luz, telefone...).

4.       Não se esqueça das despesas e receitas esporádicas: os trabalhadores que são empregados de empresas possuem o 13º salário e férias. No lado das despesas há os impostos que vencem no início de cada ano, as férias escolares que aumentam as despesas da casa, férias e 13º dos empregados domésticos entre outras. Não se esqueça de provisioná-las de forma a evitar surpresas;
5.       Defina as responsabilidades de cada um: para que todos tenham consciência e aprendam a gerir suas finanças é necessário que todos colaborem e participem. Defina quem vai cuidar do que, quem serão os responsáveis pelos controles. Quando há apenas um responsável e os demais não sabem os objetivos que devem ser atingidos ou não participam deste processo a possibilidade de se excederem nos gastos é bastante elevada. Aproveite os grandes grupos de despesas que foram criados e separe-os de forma que todos possam cuidar de alguma parte, sendo responsáveis pelos gastos e por controla-los da melhor maneira;
6.       Organize-se: definidas as responsabilidades de cada pessoa, reúnam-se para discutir as melhores práticas de gestão das contas domésticas. Vamos a alguns exemplos:
a.       Moradia: como diminuir as despesas de luz (apagando e cobrando de todos que ambientes sem pessoas não precisam de luz acesa, trocando à medida que necessário as lâmpadas incandescente por eletrônicas ou leds ...), água (banhos mais curtos, otimização do uso da máquina de roupa e louça), telefone (diminuir o tempo de conversa utilizando outras formas de contato como Skype, evitar ligações de fixo para celular ou vice-versa, verificar os horários mais baratos para conversações ou planos mais interessantes oferecidos pelas prestadoras de serviços);
b.       Alimentação: como diminuir as despesas de mercado (fazer listas de compras e evitar ficar passeando no mercado para ver as novidades, não ir ao mercado com fome pois é certo que comprará mais do que precisa, verificar as ofertas da semana, verificar produtos similares que podem ter preços mais baixos que os usualmente consumidos), programar o valor máximo disponível para se gastar em refeições fora de casa (pizzarias, lanches ...), usar a criatividade em lanches em casa reunindo a família;
c.        Transporte: otimizar o uso do carro, verificar o combustível mais barato, manter os pneus calibrados e veículo revisado de forma a economizar, pesquisar seguros mais baratos, pesquisar peças e acessórios que devam ser substituídos;
d.       Saúde: pesquisar as opções disponíveis de planos de saúde para a família, verificar se as coberturas atendem as suas necessidades e não “exagerar”, pesquisar farmácias mais baratas, optar por remédios genéricos quando disponíveis;
e.       Educação: cuidar dos uniformes e materiais escolares de forma a evitar novas compras, organizar grupos de 2 ou 3 pessoas que possam ir juntos revezando os responsáveis por levar;
f.         Pessoais: comprar roupas ao final da estação evitando a coleção atual, aproveitar as liquidações, pesquisar preços, pesquisar academias mais baratas e/ou planos anuais com desconto, programar viagens com antecedência garantindo preços mais baixos de reservas e prazos maiores de pagamento, definir o valor a ser utilizado como investimento e a melhor alternativa de aplicação;
g.       Financeiras: verificar as linhas de crédito utilizadas buscando diminuir os juros pagos, programar as despesas e buscar – quando necessário – as linhas de crédito mais adequadas com antecedência, controlar as receitas e despesas mensais de forma que não extrapole o orçamento definido
7.       Mesada: defina um valor possível de ser atingido dentro do orçamento para a “mesada”. Este valor pode contemplar pagamento de despesas da casa e despesas pessoais, mas deve seguir o orçamento definido por todos. Todos os integrantes da família devem ter a sua “mesada” e deverão utilizá-la para o pagamento das despesas sob sua responsabilidade e seus gastos programados;
8.       Educação Financeira: poucos têm o hábito de conversar sobre finanças em casa, em algumas há uma ou outra pessoa interessada nisso, mas muitos acham isso uma conversa chata. Mesmo com esta opinião, trata-se de uma conversa necessária e que trará benefícios enormes para o futuro da família. Conversar, discutir, decidir, elaborar o orçamento, a viagem, os planos do ano, os investimentos que serão feitos, as responsabilidades de cada um, como fazer, ouvir opiniões, aprender coisas novas fazem parte de nossa vida. A falta de controle de nossas finanças gera, muitas vezes, desavenças na família. Além do convívio saudável dos membros da família, o debate das finanças gera nos filhos uma maior consciência do esforço para se obter o dinheiro e a melhor maneira de gastá-lo para que todos tenham um futuro mais tranquilo. Quem não conhece um amigo ou parente que ganha pouco e faz mágica com o dinheiro, que mesmo com todas as dificuldades já tem sua casa, carro e ainda tem algum dinheiro aplicado? Pois é aprenda com esta pessoa, pois ela sabe gerenciar seus recursos e planejar seus gastos, fazendo com que seu dinheiro renda mais.
9.       Não compre por impulso: Compre somente o necessário. Somos inundados de propagandas o dia todo mostrando produtos e mais produtos que deveríamos comprar com preços e condições imperdíveis, mas que nem sempre são úteis para nós. As empresas, ávidas por vender, tem que divulgar seus produtos mostrando vantagens, status, necessidades que devemos saciar, mas será que precisamos realmente de tudo isso? Precisamos trocar de celular a cada 6 meses por um modelo ainda mais moderno? E o computador, o carro, a tv, o micro-ondas, ipod ... . Compre o necessário e não compre lançamentos, eles sempre serão caros no começo e baixarão de preço com o tempo;
10.    Tenha uma reserva para emergências: todos nós estamos sujeitos a emergências, a situações não planejadas como a perda de uma fonte de receita (um emprego, uma comissão ...), a um gasto não previsto de uma reforma em casa, a um problema no carro e outras. Para que todo nosso planejamento “não vá por água abaixo” precisamos ter uma reserva de emergência. O ideal é que esta reserva deva manter a família com seus gastos mínimos por pelo menos 6 meses. Àqueles que ainda não tem esta reserva, não se preocupem apenas busquem tê-la; àqueles que já tem tratem de reforçá-la ou aumentar seu volume de investimentos. Não ter uma reserva significa que estamos a mercê dos acontecimentos, no primeiro revés seremos obrigados a abandonar o plano inicialmente concebido e partir para a luta sem qualquer planejamento. Sêneca disse: “Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe pra onde ir”.
Planeje, acompanhe, aprenda, poupe e viva cada vez melhor. Tenha tudo que deseja, mas a seu tempo.
Quer saber mais? Entre em contato com a Informação Financeira.