MAIS VALOR A SEU DINHEIRO

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Curitiba, Paraná, Brazil
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16 de jun. de 2011

UNS APENAS GUARDAM, OUTROS GANHAM DINHEIRO COM APLICAÇÕES FINANCEIRAS.

Em um país com a maior taxa de juro real do mundo alguns investidores conseguem tê-la zerada ou muito próximo a isso; outros sabendo aproveitar as oportunidades e investimentos corretos obtém taxas que deixam qualquer investidor estrangeiro cheio de inveja. A grande onda da taxa de juros não é para sempre, quem souber aproveitá-la ganhará muito dinheiro, quem não souber perderá uma oportunidade única.
No quadro abaixo, mostro algumas taxas de juros de países desenvolvidos e em desenvolvimento relativas ao ano de 2010, separando a taxa nominal, inflação e a taxa de juro real; prepare-se para surpresas.

País
Taxa de juro nominal
Taxa de inflação
Taxa real de juros
Brasil
10,75%
5,91%
4,84%
Japão
0,10%
-0,70%
0,80%
China
5,81%
5,10%
0,71%
Rússia
7,75%
7,60%
0,15%
México
4,50%
4,40%
0,10%
Alemanha
1,00%
1,60%
-0,60%
EUA
0,25%
1,40%
-1,15%
Reino Unido
0,50%
3,10%
-2,60%
Venezuela
17,00%
24,70%
-7,68%
Argentina
11,15%
20,00%
-8,83%


Se ano passado tínhamos um ganho real possível de 4,84%, como se comportaram alguns dos nossos investimentos?


Rentabilidade Nominal
Taxa de Inflação
Rentabilidade REAL
Poupança
6,90%
5,91%
0,99%
CDB
9,41%
5,91%
3,50%
Títulos do Governo
12,00%
5,91%
6,09%


Para uma comparação rápida e para ficar claro o quanto de dinheiro alguns investidores deixam de ganhar, abaixo mostro uma última tabela que mede o tempo necessário para que um investimento de R$ 1000,00 duplique seu valor com estas rentabilidades reais.

Produto
Valor Inicial
Taxa de Juros Real
Valor Final
Prazo (em anos)
Títulos do Governo
 R$     1.000,00
6,09 %a.a.
 R$     2.000,00
12
CDB
 R$     1.000,00
3,50 %a.a.
 R$     2.000,00
20
Poupança
 R$     1.000,00
0,99 %a.a.
 R$     2.000,00
70


Veja que estamos mostrando uma diferença de 58 anos quando comparamos investimentos que não possuem características (risco, principalmente) tão diferentes, afinal não posso considerar um título público um investimento de risco elevado.
Creio que com estes dados fique claro o quanto esta onda de elevados juros está sendo mal aproveitada por alguns investidores. Não entrei em detalhes das rentabilidades dos Fundos de Investimento, mas posso afirmar que muitos estarão próximos ao CDB, isto é, jogando preciosos anos fora. A explicação disso? Simples: Taxas de administração elevadas; Solução: buscar melhores alternativas de investimento que possam atender aos seus objetivos e não aos objetivos dos administradores de fundos.
Agora que você já sabe disso, corra atrás destas alternativas e aproveite a grande onda...

15 de jun. de 2011

QUANDO O SONHO PODE VIRAR PESADELO.

Quem nunca acordou assustado com um pesadelo? A reação varia entre virar de lado e voltar a dormir ou tomar uma água e voltar a dormir, correto? Pois bem, nos dois casos não nos preocupamos com o ocorrido, entendemos que era apenas um pesadelo, nada real.
Quantos já pararam para analisar seus planos para o futuro, principalmente, seus investimentos para garantir este futuro?
A previdência complementar, conhecida por previdência privada, nos trouxe a possibilidade de garantir um futuro mais tranquilo agora e de forma parcelada, com uma pequena contribuição mensal, simulações de renda futura atraentes, benefício fiscal no imposto de renda, entre outros. O que poucos se atentaram é para as taxas cobradas deste tipo de investimento; taxas de administração e taxas de carregamento. Quanto mais elevadas, mais elas comprometerão seus sonhos, podendo transformar seu investimento em um exercício de apenas guardar dinheiro e não ganhar dinheiro. Estas taxas pagam as despesas que o fundo possui como publicidade, pessoal e remuneram o administrador.
Antes de continuar preciso explicar que sua rentabilidade pode ser dividida em duas partes: rentabilidade nominal e rentabilidade real. A rentabilidade nominal é aquela que escutamos com maior freqüência, é aquela que é vendida pelas instituições financeiras, que escutamos nos noticiários. Esta rentabilidade nominal é formada pela rentabilidade real (aquilo que você realmente ganha) mais inflação (que é apenas a correção do seu dinheiro no tempo). Para ficar mais claro vamos a um exemplo simples que não tem a pretensão de ser exato na forma de calcular as taxas: Supondo que a taxa de juros de nossa economia seja de 10% ao ano (taxa nominal) e que tenhamos uma inflação de 6% ao ano. Nossa taxa real, isto é, o ganho que realmente teremos será apenas a diferença entre elas, ou seja, 4% ao ano, já que os 6% restantes se referem à inflação e apenas corrigem os valores de um ano ao outro. Se nossa rentabilidade nominal for igual à inflação estaremos apenas guardando dinheiro (ele não estará dando frutos, crescendo além da inflação, estará apenas mantendo o seu poder de compra); quando nossa rentabilidade nominal é superior a inflação, teremos a manutenção do poder de compra e frutos de nosso dinheiro; e quando a rentabilidade nominal for inferior a inflação teremos perda em nosso poder de compra, não temos frutos e ainda perdemos um pouco de nosso capital.
Para ficarmos mais tranqüilos, temos hoje no Brasil uma situação onde nossa rentabilidade nominal é superior a inflação, isto é, nosso dinheiro investido pode render frutos, pode crescer além da inflação, aumentando nosso patrimônio. A questão é que estes frutos estão sendo divididos com os planos em uma proporção muito alta. Há casos em que até metade de sua rentabilidade real fica com o plano e isso é muito dinheiro.
As questões a serem verificadas são: quais os planos que cobram as menores taxas, dentre esses, quais as alternativas mais confiáveis e se existem e quais são as alternativas de investimento que temos para garantir nosso futuro sem ficarmos na dependência dos planos de previdência privada?
Nesse comentário não estou levando em consideração que muitas vezes seu plano de previdência embute apólices de seguro, ou seja, você está comprando uma previdência privada e uma apólice de seguro junto que, somadas, representam aquilo que venderam como plano de previdência. Às vezes, separar estes produtos pode significar um grande ganho. Previdência privada é somente o valor que você poupa hoje para receber no futuro, itens como pecúlio por morte ou invalidez, pensão por morte e renda por invalidez são itens de seguro e encarecem sua parcela, diminuindo seu fundo de aposentadoria. Não quero dizer que não sejam necessários, apenas pedindo para que sejam comparadas propostas equivalentes.
Mas voltando, quanto aos planos mais baratos e seguros existem algumas alternativas no mercado, mas isso exige pesquisa, quanto às alternativas posso garantir que existem e que podem representar um ganho substancial nos valores acumulados, fazendo seus recursos gerarem muitos e muitos frutos. Pesquise, conheça mais, faça suas contas e verá que pequenos ganhos somados ano a ano podem representar um ganho extraordinário em dez, vinte ou trinta anos.

A HORA DE APLICAR EM AÇÕES É AGORA?

Quantas vezes ouvimos que depois da tempestade vem a bonança? Em 2008 tivemos uma grande tempestade, uma crise financeira que afetou os países ricos e em menor grau os países em desenvolvimento, gerando um grande tombo nos investimentos em bolsa de valores. Em 2009 tivemos uma forte recuperação destes investimentos; 2010 foi um ano de poucos ganhos, embora algumas empresas tenham apresentado bom crescimento; 2011 não está bom, contrariando as expectativas do início do ano quando diversos analistas previam um ano de ganhos, afinal o país está em crescimento, nossa economia ganha destaque, empresas ganham mercados e mantém elevados lucros.
Como explicar que neste cenário azul as ações estejam no vermelho?
Normalmente em períodos de forte crescimento pouco nos atentamos de como este crescimento está sendo gerado e se ele é sustentável. Após a crise de 2008, os países injetaram na economia “caminhões de dinheiro”, seja através de incentivos ou redução de impostos. Mas como não existe “almoço grátis”, alguém sempre terá que pagar esta conta, agora ela está aí. Os países ricos, aqueles que injetaram os “caminhões de dinheiro” na economia para fazê-la funcionar, estão endividados e este endividamento ameaça o frágil crescimento da economia. Os países em desenvolvimento, que sofreram menos, mas mesmo assim incentivaram suas economias para se manter na onda do crescimento hoje sofrem com outros problemas, entre eles a inflação e podem perder a oportunidade de se manterem em crescimento.
E o que tudo isso tem haver com as ações? TUDO. Ambientes de incerteza fazem os investidores migrarem para “portos seguros” retirando dinheiro dos mercados de maior risco colocando-o nos mercados menos arriscados, fazendo com que os preços caiam em função do elevado volume de vendas (vale aqui aquela velha lei de oferta e demanda, quando todo mundo quer comprar o preço sobe, quando todos querem vender o preço desce). Mas até quando permanecerão estas incertezas? A resposta depende de muitos fatores, o que é possível adiantar é que não deve ser tão breve como os mais otimistas esperam, isto é, não creio que tenhamos qualquer mudança neste cenário até o final deste ano e meados do próximo. Por enquanto prudência é a palavra de ordem.
Sem querer entrar muito no mérito das questões aposto em dois cenários: melhora ou piora em 2012; óbvio para muitos, mas quem disse que tem que complicar mais que isso? Vamos aguardar os acontecimentos, o cenário externo ainda não está com uma solução definitiva à vista e internamente temos problemas a resolver que também não estão com uma solução clara, portanto tenderia a acreditar num cenário mais pessimista para as ações.
Para àquele investidor que busca o longo prazo prefiro dizer que aguarde momento de menor incerteza e mantenha seus recursos no porto seguro. A hora de voltar à bolsa vai chegar, prefiro a certeza de entrar no meio da onda à arriscar em pegar seu início e ele não ocorrer. Seu dinheiro agradece!!!