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2 de fev. de 2012

Dicas para economizar, consumir menos e poupar mais.

Dicas para economizar, consumir menos e poupar mais.
1.          Conheça suas receitas (ganhos) e despesas (gastos): Pode parecer brincadeira, mas poucas famílias sabem o quanto ganham e o quanto gastam dentro do mês, apenas ganham e gastam imaginando que seu dinheiro não terá fim. Por não saber desta preciosa informação passam a ter dificuldades de “chegar ao fim do mês” com seus próprios recursos e acabam, muitas vezes, se utilizando de linhas de crédito muito caras, como por exemplo, o cheque especial, disponível em quase todas as contas bancárias. A consequência do uso destes recursos se traduz em famílias endividadas, que a cada mês destinam uma maior parcela de sua renda para o pagamento de juros. Para facilitar este controle inicie por anotar, por pelo menos 3 meses, tudo que ganha e tudo que gasta no seu dia a dia, desde os menores ganhos/gastos até os maiores. Com este dado em mãos vocês conhecerão os ganhos e gastos da família;
2.          Planeje-se, elabore um orçamento familiar: Assim como nas empresas mais organizadas, devemos fazer, a cada início de ano ou data que achar mais conveniente, um orçamento familiar. Este orçamento contempla as receitas e despesas que a família está planejando ter e traz consigo uma informação muito importante que é, com base nas receitas e despesas mensais, como ficará o saldo ao final do mês. Nele devem estar todas as receitas (ganhos) que a família possui e todas as despesas (gastos) que ocorrem a cada mês. Esta informação você já tem a partir das anotações de ganhos/gastos efetuada nos meses anteriores;
3.          Analise seu orçamento: Agora que você já sabe quais são os ganhos e gastos da família, organize-os por data e agrupe as contas semelhantes de forma que se tenha uma visão total de quando o ganho ou gasto ocorre e quanto isto soma durante um mês. Vocês deverão decidir o grau de detalhamento que este controle deverá ter. De posse destas importantes informações você poderá verificar onde ocorrem gastos que podem ser diminuídos, quais os dias em que o saldo ficará negativo e qual o saldo previsto para o final do mês. Caso ocorram dias em que o saldo fique negativo, mas logo em seguida tenha uma receita para compensá-lo, vale a pena negociar com o fornecedor a troca do vencimento da despesa (ex. cartão de crédito, luz, telefone...).

4.       Não se esqueça das despesas e receitas esporádicas: os trabalhadores que são empregados de empresas possuem o 13º salário e férias. No lado das despesas há os impostos que vencem no início de cada ano, as férias escolares que aumentam as despesas da casa, férias e 13º dos empregados domésticos entre outras. Não se esqueça de provisioná-las de forma a evitar surpresas;
5.       Defina as responsabilidades de cada um: para que todos tenham consciência e aprendam a gerir suas finanças é necessário que todos colaborem e participem. Defina quem vai cuidar do que, quem serão os responsáveis pelos controles. Quando há apenas um responsável e os demais não sabem os objetivos que devem ser atingidos ou não participam deste processo a possibilidade de se excederem nos gastos é bastante elevada. Aproveite os grandes grupos de despesas que foram criados e separe-os de forma que todos possam cuidar de alguma parte, sendo responsáveis pelos gastos e por controla-los da melhor maneira;
6.       Organize-se: definidas as responsabilidades de cada pessoa, reúnam-se para discutir as melhores práticas de gestão das contas domésticas. Vamos a alguns exemplos:
a.       Moradia: como diminuir as despesas de luz (apagando e cobrando de todos que ambientes sem pessoas não precisam de luz acesa, trocando à medida que necessário as lâmpadas incandescente por eletrônicas ou leds ...), água (banhos mais curtos, otimização do uso da máquina de roupa e louça), telefone (diminuir o tempo de conversa utilizando outras formas de contato como Skype, evitar ligações de fixo para celular ou vice-versa, verificar os horários mais baratos para conversações ou planos mais interessantes oferecidos pelas prestadoras de serviços);
b.       Alimentação: como diminuir as despesas de mercado (fazer listas de compras e evitar ficar passeando no mercado para ver as novidades, não ir ao mercado com fome pois é certo que comprará mais do que precisa, verificar as ofertas da semana, verificar produtos similares que podem ter preços mais baixos que os usualmente consumidos), programar o valor máximo disponível para se gastar em refeições fora de casa (pizzarias, lanches ...), usar a criatividade em lanches em casa reunindo a família;
c.        Transporte: otimizar o uso do carro, verificar o combustível mais barato, manter os pneus calibrados e veículo revisado de forma a economizar, pesquisar seguros mais baratos, pesquisar peças e acessórios que devam ser substituídos;
d.       Saúde: pesquisar as opções disponíveis de planos de saúde para a família, verificar se as coberturas atendem as suas necessidades e não “exagerar”, pesquisar farmácias mais baratas, optar por remédios genéricos quando disponíveis;
e.       Educação: cuidar dos uniformes e materiais escolares de forma a evitar novas compras, organizar grupos de 2 ou 3 pessoas que possam ir juntos revezando os responsáveis por levar;
f.         Pessoais: comprar roupas ao final da estação evitando a coleção atual, aproveitar as liquidações, pesquisar preços, pesquisar academias mais baratas e/ou planos anuais com desconto, programar viagens com antecedência garantindo preços mais baixos de reservas e prazos maiores de pagamento, definir o valor a ser utilizado como investimento e a melhor alternativa de aplicação;
g.       Financeiras: verificar as linhas de crédito utilizadas buscando diminuir os juros pagos, programar as despesas e buscar – quando necessário – as linhas de crédito mais adequadas com antecedência, controlar as receitas e despesas mensais de forma que não extrapole o orçamento definido
7.       Mesada: defina um valor possível de ser atingido dentro do orçamento para a “mesada”. Este valor pode contemplar pagamento de despesas da casa e despesas pessoais, mas deve seguir o orçamento definido por todos. Todos os integrantes da família devem ter a sua “mesada” e deverão utilizá-la para o pagamento das despesas sob sua responsabilidade e seus gastos programados;
8.       Educação Financeira: poucos têm o hábito de conversar sobre finanças em casa, em algumas há uma ou outra pessoa interessada nisso, mas muitos acham isso uma conversa chata. Mesmo com esta opinião, trata-se de uma conversa necessária e que trará benefícios enormes para o futuro da família. Conversar, discutir, decidir, elaborar o orçamento, a viagem, os planos do ano, os investimentos que serão feitos, as responsabilidades de cada um, como fazer, ouvir opiniões, aprender coisas novas fazem parte de nossa vida. A falta de controle de nossas finanças gera, muitas vezes, desavenças na família. Além do convívio saudável dos membros da família, o debate das finanças gera nos filhos uma maior consciência do esforço para se obter o dinheiro e a melhor maneira de gastá-lo para que todos tenham um futuro mais tranquilo. Quem não conhece um amigo ou parente que ganha pouco e faz mágica com o dinheiro, que mesmo com todas as dificuldades já tem sua casa, carro e ainda tem algum dinheiro aplicado? Pois é aprenda com esta pessoa, pois ela sabe gerenciar seus recursos e planejar seus gastos, fazendo com que seu dinheiro renda mais.
9.       Não compre por impulso: Compre somente o necessário. Somos inundados de propagandas o dia todo mostrando produtos e mais produtos que deveríamos comprar com preços e condições imperdíveis, mas que nem sempre são úteis para nós. As empresas, ávidas por vender, tem que divulgar seus produtos mostrando vantagens, status, necessidades que devemos saciar, mas será que precisamos realmente de tudo isso? Precisamos trocar de celular a cada 6 meses por um modelo ainda mais moderno? E o computador, o carro, a tv, o micro-ondas, ipod ... . Compre o necessário e não compre lançamentos, eles sempre serão caros no começo e baixarão de preço com o tempo;
10.    Tenha uma reserva para emergências: todos nós estamos sujeitos a emergências, a situações não planejadas como a perda de uma fonte de receita (um emprego, uma comissão ...), a um gasto não previsto de uma reforma em casa, a um problema no carro e outras. Para que todo nosso planejamento “não vá por água abaixo” precisamos ter uma reserva de emergência. O ideal é que esta reserva deva manter a família com seus gastos mínimos por pelo menos 6 meses. Àqueles que ainda não tem esta reserva, não se preocupem apenas busquem tê-la; àqueles que já tem tratem de reforçá-la ou aumentar seu volume de investimentos. Não ter uma reserva significa que estamos a mercê dos acontecimentos, no primeiro revés seremos obrigados a abandonar o plano inicialmente concebido e partir para a luta sem qualquer planejamento. Sêneca disse: “Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe pra onde ir”.
Planeje, acompanhe, aprenda, poupe e viva cada vez melhor. Tenha tudo que deseja, mas a seu tempo.
Quer saber mais? Entre em contato com a Informação Financeira.


11 de ago. de 2011

Mais com menos, a importância do planejamento.

Você planeja sua vida, suas compras, seu futuro ou faz tudo à medida que “o mundo vai girando”? Pergunto isso para que você verifique o quanto perdemos de energia, tempo, dinheiro quando não planejamos nossas atitudes, quer um exemplo?
Você quer comprar um determinado bem (um carro novo, por exemplo) que custa R$ 50.000,00 (Cinquenta mil reais), como você compra este bem?
a)      Financia no banco ou loja (adquire o bem agora e paga, em parcelas, para o banco/financeira o saldo em 36 parcelas)
b)      Faz um Consórcio (adquire uma cota de consórcio e paga mensalmente até ser sorteado ou finalizar o prazo do grupo. O bem poderá ser recebido em qualquer tempo entre o período inicial e final do contrato.)
c)       Economiza e compra à vista (após definir o valor do bem, passo a economizar durante o período calculado para comprar o bem à vista. Terei o bem somente no final do período.)
Serei simpático com todos e vou dizer o resultado que creio que ocorreria num universo de 100 pessoas:
Resposta para a letra a: 90 pessoas
Resposta para b: 6 pessoas
Resposta para c: 4 pessoas
Respondo desta forma após ver o expressivo crescimento do crédito nos últimos anos e, também, o volume de consumo que passamos a ter. Vejamos alguns aspectos destas escolhas:
1.       desperdício de dinheiro: No estudo abaixo mostro as três opções de se adquirir este bem, vejamos as diferenças de cada uma delas.
Valor do Bem:
 R$                     50.000,00
Valor Disponível:
 R$                                     -  
Prazo (meses):
36

Taxa do financiamento (% a.m.)
1,50%
Taxa de adm.do consórcio (% no período)
20,00%
Rentabilidade da aplicação (%a.m.)
1,00%

Opção 1. Comprar através de um financiamento...
Saldo a ser financiado:
 R$                     50.000,00
Prazo (meses):
36
Taxa do financiamento (% a.m.)
1,50%
Valor da parcela:
 R$                        1.807,62
Valor Final:
 R$                     65.074,31

Opção 2. Comprar através de um consórcio...
Valor da Carta:
 R$                     50.000,00
Número de parcelas:
36
Taxa de adm.do consórcio (% no período)
20,00%
Valor da parcela:
 R$                        1.666,67
Valor Final:
 R$                     60.000,00

Opção 3. Economizar e comprar à vista...
Valor a economizar:
 R$                     50.000,00
Prazo (meses):
36
Rentabilidade da aplicação (%a.m.)
1,00%
Valor mensal a ser investido:
R$ 1.160,72
Valor Final:
 R$                     41.785,76


Podemos ver resultados interessantes e até curiosos nestas alternativas. A opção 1 (financiar o bem para dispor dela neste momento) é a mais cara. Pelo prazer/necessidade de ter este bem à sua disposição no momento você estará pagando R$ 15.074,31 a mais que o valor do bem, ou seja, você pagará 130% do bem. Na opção 2 (fazer um consórcio e receber o bem em algum momento entre a contratação e o final do plano) é uma opção cara, porém se mostra mais barata que o financiamento. A possibilidade de receber o bem a qualquer momento custará R$ 10.000,00 a mais que o valor original, você pagará 120% do valor do bem. Já na opção 3 (economizar para comprar à vista) o valor gasto é menor que o valor do bem, você estará economizando R$ 8.214,24, ou seja, pagará somente 83,5% do bem. Como prêmio pela espera, já que somente ao final do período você poderá dispor do bem, você receberá este desconto que nada mais é do os juros de sua aplicação no período, é o seu dinheiro te ajudando a comprar mais.
Esse cálculo vale para qualquer bem ou serviço e vamos pensar juntos: quantas vezes optamos por comprar de forma financiada e não fizemos estas contas? Quanto já desperdiçamos de nossa renda?
Quando digo ser possível ter “mais com menos” estou apenas planejando minhas aquisições.  Como compensação pela espera, meu dinheiro trabalha para me ajudar a adquirir os bens que desejo pelo menor preço. Não estou criticando o consumo, estou apenas mostrando que, quando planejado, podemos consumir muito mais e com mais qualidade. O valor economizado na opção 3, quando comparado com a opção 1, nos dá condições de adquirir outros bens, de melhorar o bem a ser comprado. Também não estou fazendo apologia ao consumo, acredito que possamos ser mais conscientes em nossos gastos e programar um futuro muito mais tranquilo, aproveitando nosso esforço para gerar este dinheiro de um modo mais eficiente.
Planejar requer paciência, dedicação, foco, abdicação de consumo imediato, mas, em contrapartida, resulta em maiores ganhos, menores gastos, maior poder de compra, maior capacidade de poupança, entre outros.
Quer saber mais? Fale conosco, ajudaremos você a fazer um planejamento de sua vida (estudo, trabalho, aquisições, investimentos) e você verá a diferença.

8 de ago. de 2011

Os EUA tiveram seu rating rebaixado e eu com isso?

Muita calma nesta hora... vamos entender o que é tudo isso e depois analisar como isso nos afeta e com cuidado, sem nos deixar contaminar pela maré de notícias que nos assolam, decidir o que fazer.
O que é rating? E para que serve?
Rating é a classificação de crédito dada aos papéis de empresas e países. Ele informa aos investidores interessados qual o risco de crédito que estes papéis possuem, isto é, informam quais os papéis mais seguros e quais aqueles que possuem risco de “não pagar” os compromissos assumidos. A classificação se inicia em países que declararam calote, passando por aqueles que estão em sérias dificuldades, aqueles que estão com boas perspectivas e aqueles que possuem uma economia estável e que apresentam o risco mínimo.
São três empresas principais que calculam estes ratings no mundo, são elas: Standard & Poor's (S&P), Moody’s e Fitch. Os papéis das empresas/países são classificados pelas três empresas e a nota é considerada válida quando, pelo menos duas destas agências concordam com parâmetros semelhantes. Isto significa que se duas agências classificarem determinado papel como risco mínimo os investidores aceitam esta classificação com válida do contrário, se duas classificarem o papel como ruim assim ele será visto.
Resumindo: Rating serve como balizador, um primeiro indicador, para o investidor saber quanto deve pedir de remuneração para cada papel, já que papéis que apresentam maior risco devem pagar maior remuneração e papei com menor risco menor remuneração.
O que aconteceu?
Na sexta-feira passada a Standard & Poor’s, uma das agências de rating, reclassificou a nota dos papéis dos EUA, para baixo, tirando deste papel a nota máxima que a ele era atribuída nos últimos 70 anos. Sem entrar no mérito da decisão, isso significa que, para esta agência, o risco atribuído ao papel dos EUA deixou de ser risco mínimo e passou a incorporar uma fatia maior de risco. Para termos idéia, mesmo com esta pequena queda, os papéis dos EUA ainda são muito mais seguros que os nossos, eles apenas perderam a nota máxima. Numa analogia, podemos dizer que eles perderam a nota 10 e agora possuem nota 9,5 e nós estamos com nota 7,5.
Como já disse acima, esta é a nota de apenas uma das agências, para que os investidores avaliem este rebaixamento como certo é necessário que pelo menos mais uma destas agências o reclassifique também para baixo. Neste ponto temos a primeira questão: qual será a pressão exercida pelos países e empresas sobre as demais agências de rating para que não façam movimento semelhante? Ate onde haverá independência destas agências?
Qual o impacto deste rebaixamento?
Os investidores sejam eles pessoas físicas, fundos de investimentos nacionais, fundos globais ou países possuem suas políticas de investimento. Dentre as políticas estão a necessidade de se investir somente em países com grau de investimento, ou países com nota máxima. No caso de um fundo/país que aplica somente nos países que possuem nota máxima, se houver a confirmação de uma segunda agência a esta nota dos papéis americanos, pode-se criar uma necessidade de venda destes papéis para que o seu regulamento seja cumprido e, neste caso, haveria grandes problemas na economia mundial já que não há comprador para todos os papéis americanos que estão na mão destes países/fundos. Isso causaria uma busca a outras alternativas de investimento cujas conseqüências ainda não podem ser dimensionadas.
Temos até o momento uma preocupação grande, pois foi dado um importante alerta. Caso este alerta se confirme, a crise nos países ricos, como estamos vendo até agora, pode ser intensificada já que outros países poderão, em cascata, ser rebaixados, gerando um aumento dos custos de captação destes países e uma conseqüente retração de suas economias. Caso esta retração ocorra teremos menos espaço para exportar nossas mercadorias já que os países ficaram com uma economia mais frágil, consequentemente passam a consumir menos, gastar menos. Esta retração gera um movimento em cadeia de diminuição do ritmo de crescimento global já que estamos falando de dois pólos que movimentam uma parte considerável de nossa economia. O grande risco é entrarmos em uma recessão forte, alguns economistas de projeção mundial, já classificam como uma grande contração, algo maior que uma recessão.
E agora?
Bom, depois desta explicação breve, vamos à realidade: O mundo não vai acabar, podemos ficar calmos. Por mais que tenhamos uma sensação ruim ao ver investidores estressados, bolsa caindo velozmente, entrevistas com diversos economistas tentando explicar as prováveis consequencias desse rebaixamento, ... Vamos entender onde isso nos afeta e com calma e racionalidade tomar as decisões mais corretas, decidir no calor da emoção provavelmente acarretará prejuízos consideráveis.
Efeito manada
O que veremos hoje é um efeito manada causado pela notícia, onde investidores correm para vender suas posições em ações fazendo o preço cair e, na medida em que cai, correm para vender antes dos outros, acentuando a queda. No mercado de Dólar e Ouro teremos o caminho inverso, pessoas correm para comprar e, à medida que sobe, tentam comprar mais evitando pagar caro, fazendo subir com mais intensidade. Haverá também uma maior corrida aos ativos de menor risco, como renda fixa.
Peço cuidado com análises precipitadas, não é por que papéis caíram bastante que ficaram interessantes para comprar; não é por que determinado banco está cotado ao preço de seu concorrente um pouco menor que devo comprá-lo agora, ... Tudo tem sua razão e devemos analisá-las antes de tomar decisões precipitadas. Em poucos dias, o mercado estará mais calmo, ou menos tenso, e teremos um rearranjo da situação com mudanças na situação vivida hoje.

E eu com isso?

Vamos ao que interessa, onde tudo isso pode me afetar? Vamos imaginar você como investidor e como devedor.
- Investidor: seus ativos de risco perderão valor e será necessário avaliar com mais clareza o futuro para decidir o que fazer. Fica claro que se abre a possibilidade de uma recuperação com bom potencial de ganho, mas não devemos tomar o exemplo de 2008/2009, desta vez, tudo leva a crer, que a recuperação será mais lenta e os efeitos negativos da crise ainda não acabaram, portanto há espaço para mais quedas. Tranqüilidade é o nome do jogo, liquidez é a melhor estratégia.
- Devedor: tente sair das dívidas que tem, tente não contrair novas dívidas, os juros de empréstimos deverão subir com a incerteza dos mercados e ficar devendo com juros de empréstimos mais caros não é bom negócio. Os bancos já se prepararam para estes eventos aumentando suas linhas de empréstimos com taxas mais elevadas, disponibilizaram a seus clientes aumentos nas linhas de cheque especial e cartões que pagam juros elevadíssimos, assim conseguem recuperar mais rápido o principal e o ganho de juros compensa uma parte do acréscimo da inadimplência.

Quer saber mais? Tem dúvidas sobre este e outros temas? Escreva ou marque um horário para conversarmos.

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5 de ago. de 2011

CICLOS...

As economias se movem em ciclos, ora estão em um crescente, ora em queda, ora os países chamados desenvolvidos crescem, ora as “economias periféricas” e países em desenvolvimento possuem seus bons momentos. De certo em tudo isso é que os momentos mudam e, para cada um deles, há uma série de atitudes que, quando tomadas, ajudam a aumentar a riqueza.
Quando o assunto é investimento isso não é diferente, devemos tomar cuidados que garantam o crescimento da nossa poupança, ajustando nossos investimentos aos ciclos corretos.
Onda ou Marola?
Frequentemente temos investidores buscando boas oportunidades baseados nas notícias recorrentes que determinado investimento esta em alta. O que comumente ocorre nestes casos é que o investidor pega o fim do ciclo, ou seja, quando todos comentam já não é mais a melhor hora de “embarcar” neste investimento. Investidores mais experientes estão sempre na “contramão” do falatório, quando se fala que o investimento X esta em alta, eles já estão migrando para o investimento Y, pois este será o próximo a subir. Desta forma podemos concluir que alguns sabem pegar a “onda” completa, outros apenas a “marola” final.
Vejamos no quadro abaixo o comportamento dos investimentos no período que contempla os anos 2000-2011. Quantos investidores tiveram coragem, experiência, sabedoria para entrar nos investimentos certos a cada ciclo da economia?
Painel do Investidor
Rentabilidade Real no Período - em % (descontado IPCA)
IPCA (em %)
5,97
7,67
12,53
9,30
7,60
5,69
3,14
4,46
5,90
4,31
5,91
3,86

2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
Renda Fixa
Selic
10,81%
8,96%
5,90%
12,85%
8,16%
12,72%
11,41%
7,26%
6,19%
5,58%
3,77%
1,59%
CDI
10,69%
8,92%
5,84%
12,77%
7,95%
12,59%
11,53%
7,04%
5,12%
5,34%
3,63%
1,59%
CDB
10,46%
9,33%
5,81%
11,92%
7,33%
12,15%
11,15%
6,56%
5,92%
4,91%
3,19%
1,66%
Poupança
2,28%
0,85%
-3,01%
1,65%
0,46%
3,30%
5,03%
3,10%
1,89%
2,50%
0,93%
-0,26%
Fundo Referenciado DI
10,65%
8,73%
7,86%
12,42%
7,64%
11,39%
12,01%
8,34%
5,61%
2,91%
3,31%
1,53%
Fundo Renda Fixa











1,84%
Renda Variável
Ibovespa
-17,33%
-19,54%
-31,66%
80,54%
9,49%
20,83%
28,88%
37,52%
-49,55%
75,11%
-4,60%
-13,46%
Fundo de ações
-2,46%
-3,12%
-3,63%
26,97%
8,87%
10,52%
32,00%
46,48%
-39,12%
40,72%
2,51%
-3,72%
Dólar Comercial
2,45%
11,18%
36,13%
-29,23%
-16,35%
-18,18%
-12,07%
-22,37%
24,59%
-30,90%
-10,47%
-9,84%
Ouro
1,19%
14,76%
52,28%
-10,14%
-10,67%
-2,61%
9,26%
6,51%
24,77%
-7,49%
24,88%
-5,66%
Imóveis 
Imóveis (IGMI-C)
10,50%
13,65%
-0,22%
9,80%
4,73%
4,66%
13,47%
15,47%
20,36%
22,39%
26,01%
-3,72%

Para que possamos ter uma idéia de valor abaixo mostro um somatório da rentabilidade real de cada aplicação e qual seria o valor real que teríamos se, em 2000, tivéssemos aplicado R$ 1.000,00 em cada um destes investimentos.
Painel do Investidor
Rentabilidade Real acumulada no período 2000 - 2010 (em % - descontado IPCA)
Investimento
Rentabilidade Real Acumulada
Taxa equivalente de crescimento anual
Significa que se aplicassemos R$ 1.000,00 no 1o dia útil de 2000 e resgatassemos este valor no último dia útil de 2010, teríamos...
Renda Fixa
Selic
144,57%
8,47%
 R$      2.445,69
CDI
139,59%
8,27%
 R$      2.395,93
CDB
133,80%
8,03%
 R$      2.338,00
Poupança
20,48%
1,71%
 R$      1.204,81
Fundo Referenciado DI
138,36%
8,22%
 R$      2.383,59
Fundo Renda Fixa
0,00%

 R$      1.000,00
Renda Variável
Ibovespa
62,19%
4,49%
 R$      1.621,93
Fundo de ações
136,24%
8,13%
 R$      2.362,37
Dólar Comercial
-60,49%
-8,10%
 R$         395,11
Ouro
131,89%
7,95%
 R$      2.318,92
Imóveis
Imóveis (IGMI-C)
266,79%
12,54%
 R$      3.667,91
Fonte: Banco Central do Brasil e BM&F Bovespa

Podemos ver que há diferenças significativas de rentabilidade das aplicações. Analisando os dados acima podemos concluir que a melhor alternativa, neste período, foi a aplicação em imóveis. É possível melhorar ainda mais este resultado? De que forma?
Somar ou Multiplicar.
Voltando a idéia anterior de que devemos aproveitar o ciclo correto e com os dados acima podemos ver que as melhores aplicações a cada ano foram:
Ciclos...
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
Aplicação
Selic
Ouro
Ouro
Ibovespa
Ibovespa
Ibovespa
Ibovespa
Ibovespa
Ouro
Ibovespa
Imóveis
Rentabilidade
10,81%
14,76%
52,28%
80,54%
9,49%
20,83%
32,00%
46,48%
24,77%
75,11%
26,01%
                                   1.000,00
      1.108,14
      1.271,72
      1.936,63
      3.496,38
      3.828,15
      4.625,73
      6.105,74
      8.943,52
    11.158,70
    19.540,30
    24.623,25

Agora fica mais claro o que é aproveitar a “onda” ou o ciclo correto, isto é, analisar os cenários e alternativas, optando por aplicações mais condizentes com cada período. E agora, o que você prefere? Manter seus investimentos sempre no mesmo lugar ou aproveitar as oportunidades disponíveis? Prefere somar ou multiplicar seu patrimônio?
Conhecer os cenários e definir o melhor caminho faz uma diferença considerável no longo prazo.
Saber investir certo é tão importante quanto investir!!!